Redes cabeamento estruturado

 
Estrutura do Cabeamento Estruturado

O TIA/EIA-568, de 1991, foi o primeiro padrão americano para os sistemas de cabeamento estruturado (SCS – Structured Cabling System). O seu objetivo era prover um sistema de cabeamento flexível e confiável, capaz de ser utilizado por diferentes equipamentos produzidos por diversos fabricantes, além de oferecer facilidades de remanejamento de pontos de trabalho, bem como a substituição de equipamentos ativos, sem que seja necessário um novo lançamento de cabos pelo prédio ou prédios em substituição aquele já instalado. 

O padrão TIA/EIA-568B.1 define um sistema de cabeamento genérico para edifícios comerciais :


Work Área (WA): onde o equipamento terminal de telecomunicações é usado e contém as tomadas a que esses equipamentos serão conectados; 

Horizontal Cabling: composto pelos cabos e caminhos que ligam a telecommunication room á Work área;

Telecommunication Room e Telecommunication Enclosures(TR):  abrigam os elementos de interconexão entre o backbone e o horizontal cabling;

Backbone Cabling: interliga as telecommunication rooms do prédio e prédios vizinhos;  

Equipment Room: sala que abriga os equipamentos principais de telecomunicações do prédio; 

Entrance Facilities: local onde se dá a entrada dos cabos externos metálicos ou ópticos das concessionárias;

Cabeamentos
 
Aplicações do Cabeamento Estruturado

A maioria das empresas têm um numero significativo de computadores. Por exemplo, uma empresa pode ter computadores separados para monitorar a produção, controlar os estoques e elaborar a folha de pagamento. Inicialmente, cada um desses computadores funcionava isolado dos outros mas, em um determinado momento, a gerência decidiu conectá-los para poder extrair e correlacionar informações sobre a empresa inteira.

Nisso constitui a principal necessidade do cabeamento estruturado, interligar a rede de um empresa, pois a cada dia torna-se mais crescente a necessidade destas empresas em obter as informações de forma rápida e atualizada. Talvez mais importante que compartilhar recursos físicos como impressoras, scanners e gravadores de CDs, seja compartilhar informações precisas sobre estoque, vendas, custos de produção, marketing, pois estas informações são essenciais na hora de tomar decisões. 

As tecnologias modernas de telecomunicações oferecem a capacidade de multiplexar voz, dados e imagem, em um único sinal de forma que estes segmentos possam ser integrados em um único formato digital para atender a aplicações multimídia dos usuários. Assim não há necessidade de cabos para cada aplicação, sendo que o sistema de cabeamento estruturado atual permite altas taxas de transferências.
 
Certificação do Cabeamento Estruturado

Os testes de Certificação, descritos na Norma ANSI/TIA/EIA 568B, avaliam os parâmetros do sistema de cabeamento estruturado e garantem que as características originais dos produtos como (cabos, tomadas RJ45, patch pannel) foram mantidas durante a instalação. 

Tais testes são realizados antes da entrega da rede, pois necessitam que os equipamentos ativos estejam desconectados no trecho a ser medido, evitando transtorno e até mesmo queima de equipamentos. Os pontos de rede que não forem aprovados na certificação deverão ser refeitos.

A verificação da rede é executada com equipamentos especializados em certificar e detectar falhas no cabeamento. Esses equipamentos possuem recursos de armazenar e emitir relatórios de testes, com os resultados obtidos no teste do cabeamento e dos parâmetros avaliados. Os relatórios devem ser anexados a documentação que deve acompanhar o projeto da instalação (As Biult) e servirá para uma posterior verificação do teste realizado. 

O Testador de cabos (Cable Scanner) é usado para testes em rede U/UTP, de acordo com os parâmetros exigidos pela norma EIA/TIA 568B e armazenam os testes na memória para emitir os relatórios de certificação. Para redes de fibra óptica são realizados testes analíticos com equipamentos denominados reflectometros ópticos no domínio do tempo (OTDR), cujo funcionamento se baseia na emissão de pulsos de luz de curta duração.